fbpx

Blábláblá (ou chavões corporativos)

O tema de hoje é totalmente focado no cliente. Vou fazer diversas provocações para tirar você da sua zona de conforto. Para ser honesto com você, para fazer isso acontecer, temos que pensar fora da caixa e fazer mais com menos. Se você tem foco no resultado, trabalha em equipe, sabe que a comunicação é o maior problema de todos.

Você reparou como eu disse, disse e não disse nada? Mesmo falando com toda aquela empolgação, as palavras foram muito bonitas, são repetidas inúmeras vezes em apresentações e reuniões e com certeza você já ouviu várias delas no seu cotidiano empresarial. E esse é um tema que sempre quis abordar aqui, porque isso realmente me irrita.

Quantas vezes você já não se pegou anotando mentalmente a quantidade de chavões repetidos por uma pessoa que está fazendo uma apresentação na sua empresa?

Não sei se as pessoas que estão repetindo esses chavões conseguem ter a real dimensão do quanto acaba soando meio ridículo esse tipo de comportamento.

É um tal de:

Precisamos pensar fora da caixa
Vamos fazer mais com menos
Temos profissionais capacitados
Somos orientados por resultados
Temos foco no cliente (esse é um dos mais repetidos)
Vou fazer uma provocação. (Nossa, desse eu tenho até ranço).

O engraçado é que isso até deve ter feito algum sentido quando a primeira pessoa falou. Porém, quando entram em cena os bajuladores, a coisa começa a ficar insuportável.

O tal chavão começa a fazer parte do dia a dia das pessoas. Algumas pessoas começam a repetir para demonstrar que estão por dentro do que está acontecendo na empresa, que estão com a mesma linha de pensamento dos seus líderes ou simplesmente para puxar o saco mesmo. E essas pessoas começam a ver piada por aqueles que não caem nesse conto dos chavões. As pessoas começam a fazer o bingo corporativo, ou seja, começam a contar quantas vezes determinados chavões são repetidos ou ainda, quais estão faltando em uma reunião.

Claro que também já caí nessa armadilha muitas vezes. Mas em virtude de alguma percepção vinda sabe-se lá de onde, percebi o quanto aquilo era chato e vazio.

Sempre fui muito transparente e direto com as minhas equipes para evitar esse tipo de posicionamento. E era até engraçado em reuniões de equipe quando alguém queria falar alguma coisa e caía no chavão. Imediatamente a pessoa já ruborizava e já ia até pedindo desculpas antecipadamente para o grupo.

Quando se fala dessa forma, corremos um risco de simplesmente não estar falando nada com nada. Acredito que realmente o que pode ser demonstrado com isso é a total falta de embasamento, criatividade, conteúdo, vocabulário e personalidade para expressar o que realmente se deseja. Então, tome muito cuidado com a forma que você se expressa, porque ela diz muito sobre a sua formação, postura e conhecimentos. #ficaadica. Opa! isso também é um chavão!

inscreva-se para receber novas atualizações de artigos

Localização

Rua Bandeira Paulista, 530
Itaim Bibi, São Paulo – SP