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Mas, afinal, o que é o Lean?

Originada da língua inglesa, a palavra Lean significa “enxuto”. Na estética, é um termo utilizado por quem busca um corpo esbelto, enxuto e com menor quantidade de gorduras.

No campo profissional, está relacionado à metodologia Lean, que busca reduzir as “gorduras”, ou seja, as tarefas e etapas desnecessárias para se entregar um produto ou serviço, eliminando desperdícios e tornando o processo produtivo mais eficiente.

Mas afinal, o que é Lean?

Idealizada pelo Sistema Toyota a partir de 1940, o Lean é uma filosofia de gestão que possibilita a reorganização das empresas e o aumento da capacidade produtiva, reduzindo tempo de processamento, erros na produção, transformando a realidade e elevando o patamar das entregas sem que seja necessário um grande investimento em tecnologia ou métodos de difícil entendimento.

Para que a implantação da metodologia aconteça com sucesso, não basta um estalar de dedos. É necessário o comprometimento e apoio dos líderes da organização, exercitando e cobrando a realização dos princípios Lean em cada atividade.

E já que falamos em desperdícios, vamos identificar suas ocorrências e os tipos mais prováveis:

Superprodução – produzir mais que o necessário e antes que seja necessário; trabalhar mais rápido do que a próxima etapa possa processar.

Ex: Montagem de kits para vendas de uma campanha ainda não aprovada.

Excesso de Estoque – manter excesso de estoque de matéria prima, material em processamento, ou acabados.

Ex: Estoque de rodas de caminhão para 20 dias de produção de uma fábrica que está em lay off.

Movimentos desnecessários – qualquer movimento de pessoas para pegar ou guardar materiais, caminhadas desnecessárias.

Ex: Arquivo de documentos distante do usuário, armário de ferramentas a 50 m de distância da linha de produção.

Transporte desnecessário – transportar materiais, arquivos e dados para dentro ou fora do ambiente, ou entre processos.

Ex: Estoque de matéria-prima muito distante da linha de montagem, excesso de aprovações de alçadas por e-mail.

Espera – qualquer tempo que não agregue valor, onde não está sendo executado nenhuma atividade para o processo (mesmo que você possa fazer algo diferente!).

Ex: Tempo de reparo do nosso micro, espera da liberação do motor de um carro para fixação no chassi.

Defeitos – reparos ou retrabalhos, dados incorretos, erros no processo.

Ex: Erro de digitação, reformatação de dados extraídos dos sistemas, manuais de procedimentos não atualizados.

Super-processamento – executar mais etapas num processo do que o necessário ou exigido pelo cliente.

Ex: Excesso de controles de qualidade.

Desperdício de Talento – não entender as habilidades das pessoas, e com isto, não maximizar o seu potencial.

Ex: Engenheiro executando atividades de mecânico, pessoas dedicadas apenas a abrir malotes.

Observando-se os tipos de desperdícios em cada atividade nova ou já existente, o olhar passa a ser mais muito mais crítico e, alinhado à novas práticas gerenciais que precisam ser adotadas, contribuem de forma decisiva para o sucesso da empreitada.

E o Lean é só isso?

Não! A identificação dos desperdícios é sem dúvidas, o primeiro grande passo, mas o método também observa o balanceamento e o ritmo desejado de produção, o mapa ideal de deslocamento para a realização das atividades, estabelece e divulga procedimentos padronizados e quantidade mínima segura de estoque.  

A partir da incorporação do pensamento Lean na cultura da organização, todas as atividades passam a ser planejadas e praticadas de acordo com a metodologia Lean, buscando reduzir custos desnecessários, trazendo assim valor para os acionistas e para o processo como um todo.

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