fbpx

A Síndrome de Estocolmo na vida profissional

empresas ultrapassadas

Hoje eu gostaria de falar sobre a Síndrome de Estocolmo. Essa síndrome é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo amor ou amizade perante o seu agressor.

Acontece, portanto, que algumas pessoas podem acabar manifestando sentimentos de afeto por alguém que lhe agrada. Algumas possibilidades para que isso aconteça consideram que pode se tratar de um mecanismo de defesa, de tal forma que a dor possa ser amenizada, ou de certa forma, ocorra uma negociação, reduzindo a tensão entre os envolvidos.

Essa situação é vista muitas vezes em filmes, como Jogos Mortais, o Ata-me , do Pedro Almodóvar e mais recentemente também vimos no seriado La Casa de Papel. Até mesmo na música essa situação já foi citada, como por exemplo pelas bandas Muse, Blink 182 e The Who.

Mas qual o motivo de estarmos falando disso aqui? Quantas vezes não nos sentimos presos em um lugar que estamos trabalhando e não conseguimos sair de lá? Quantas vezes nos submetemos a algumas situações humilhantes porque o salário tem que cair no final do mês? Ou porque o plano de saúde é bom?

Muitas vezes a gente se apega às pessoas que gostamos e achamos que com elas será possível superar a situação naquele local. Mas muitas vezes não é possível. O assédio continua a ocorrer e nada da pessoa mudar de lugar. É aquele medo de perder o emprego, medo de denunciar para os responsáveis da empresa e de não dar em nada, ou pior ainda, a situação se voltar contra a pessoa que está denunciando.

Claro que aqui não estamos falando de má-fé, a denúncia vazia. Estamos falando de fatos comprovados de assédio.

Mas as pessoas ficam ali presas. Sem chance de crescimento, se submetendo às mais variadas formas de pressão. E quanto disso não é culpa da pessoa? Não o assédio em si, porque isso é deplorável e inaceitável. Mas estou falando da pessoa muitas vezes se acomodar em não estudar, se atualizar, fazer networking, saber se posicionar. Esses fatores ajudam a ter maior autoconfiança e a não depender de situações abusivas. A pessoa precisa saber que há vida do lado de fora. Trocar de emprego é uma situação absolutamente normal. Esses contratos são rompidos sempre que não fizer sentido para uma das partes. Não pode se martirizar por eventualmente ser desligado ou por querer trocar de emprego. O importante é estar sempre preparado para as oportunidades. Toda mudança tem que ser para melhor. Faça a mudança se melhor.

As pessoas não devem aceitar essas situações e negociar migalhas. É um absurdo que ainda hoje tantas pessoas se submetam a essas situações. Portanto, uma dica aqui é estar sempre preparado para novas possibilidades na sua carreira. E claro: Denuncie situações abusivas. Você, apenas você, é o responsável pela sua carreira. Portanto, se ajude e ajude a empresa a crescer em termos de capacitação e liderança. Ninguém precisa ter um cargo gerencial para atuar como um líder. Faça a sua parte. Cresça como profissional e como indivíduo e se exponha às situações que lhe possibilitem isso. Esteja atento para não cair na Síndrome de Estocolmo.

inscreva-se para receber novas atualizações de artigos

Localização

Rua Bandeira Paulista, 530
Itaim Bibi, São Paulo – SP